“Uncertainty” in gender transitions: situated experiences of trans and non-binary people
La "incertidumbre" en las transiciones de género: experiencias situadas de personas trans y no binarias;
A "incerteza" nas transições de género: experiências situadas de pessoas trans e não binárias
Author
Granda Viñuelas, Édel
Full text
https://www.psicoperspectivas.cl/index.php/psicoperspectivas/article/view/329410.5027/psicoperspectivas-Vol24-Issue1-fulltext-3294
Abstract
The biomedical literature defines transitions as a linear and often irreversible process that should be evaluated by mental health professionals. One of the arguments is the potential for "regret" or "detransition" after undergoing bodily and/or identity changes. This case study presents a different approach. The main objective is to identify and describe different dimensions of gender transitions outside the biomedical model. Based on interviews from a qualitative research conducted in Spain, this article explores the narratives of four adult trans and/or non-binary people. The information was analyzed using grounded theory from a constructivist perspective. From an interactionist paradigm, transitions are conceived here through four "identity anchors" (demands for interaction, body, personal name, and personal memory). It concludes that experimentation with gender position, uncertainty, and negotiations with the immediate environment are more significant elements than clinical suitability criteria. Transitions are presented not merely as a means to achieve an outcome, but as an end in themselves, subject to decision-making, questioning, and non-linearity regarding personal identity. La literatura biomédica define las transiciones como un proceso lineal y en muchos casos irreversible que debe ser valorado por profesionales de la salud mental. Uno de los argumentos es el posible “arrepentimiento” o “detransición” tras someterse a cambios corporales y/o identitarios. En este estudio de caso se muestra una aproximación diferente. El objetivo principal es identificar y describir diferentes dimensiones de las transiciones de género fuera del modelo biomédico. Basándose en entrevistas de una investigación cualitativa realizada en España, este artículo explora los relatos de cuatro personas trans y no binarias adultas. La información se analizó siguiendo la teoría fundamentada desde un enfoque constructivista. A partir del paradigma interaccionista, las transiciones se conciben aquí desde cuatro “anclajes identitarios” (demandas de interacción, cuerpo, nombre propio y memoria personal). Se concluye que la experimentación con la posición de género, la incertidumbre y las negociaciones con el entorno cercano resultan elementos más significativos que los criterios de idoneidad clínica. Se muestran los tránsitos más que como un medio para alcanzar un resultado, como fin en sí mismo sujeto a la toma de decisiones, cuestionamientos y no linealidad en lo que respecta a la propia identidad personal. A literatura biomédica define as transições como um processo linear e muitas vezes irreversível que deve ser avaliado por profissionais de saúde mental. Um dos argumentos é o potencial de “arrependimento” ou “detransição” depois de passar por mudanças corporais e/ou de identidade. Este estudo de caso apresenta uma abordagem diferente. O principal objetivo é identificar e descrever diferentes dimensões das transições de gênero fora do modelo biomédico. Com base em entrevistas de uma pesquisa qualitativa realizada na Espanha, este artigo explora as narrativas de quatro pessoas adultas trans e/ou não binárias. As informações foram analisadas usando a teoria fundamentada em uma perspectiva construtivista. A partir de um paradigma interacionista, as transições são concebidas aqui por meio de quatro “âncoras de identidade” (demandas de interação, corpo, nome pessoal e memória pessoal). Conclui-se que a experimentação com a posição de gênero, a incerteza e as negociações com o ambiente imediato são elementos mais significativos do que os critérios de adequação clínica. As transições são apresentadas não apenas como um meio para alcançar um resultado, mas como um fim em si mesmas, sujeitas a tomada de decisões, questionamentos e não linearidade em relação à identidade pessoal.