Feminist Ethnography: A Methodology for Understanding Living in Urban Dispossession
La etnografía feminista. Metodología para dar cuenta del habitar en desposesión urbana;
A etnografia feminista. Metodologia para compreender o habitar em contextos de despossessão urbana
Author
Fonseca Prieto, Francisca
Roche, Amandine
Rivas, Fabiana
Cea-Saéz, Daniela
Full text
https://revistainvi.uchile.cl/index.php/INVI/article/view/7830810.5354/0718-8358.2026.78308
Abstract
This article examines how feminist ethnography, understood as a situated and reflexive methodology, enables an understanding of women’s embodied experiences of dwelling in contexts of urban dispossession. Drawing on an ethnographic process conducted in 2023 in collaboration with a group of women from a settlement in Temuco, Chile, the article explores the epistemological and methodological potential of this approach to deepen the understanding of dwelling in urban spaces marked by dispossession and rendered invisible within the contemporary city. The article highlights feminist ethnography as a critical and flexible methodology capable of incorporating emotional and intimate dimensions. In this way, timeframes, strategies, challenges, and achievements of the methodological journey are made evident, emphasizing its adaptability to the group’s needs and the co-construction of the research process. The findings reveal multiple “layers of dwelling,” encompassing practices, emotions, and meanings that configure the settlement as a space of belonging and safety for these women. with the connection between the concept of dispossession —understood both from its urban/territorial dimension as well as from its subjective and ontological dimensions and from feminist ethnography— provided a new perspective, challenging conventional narratives and presenting a nuance and situated vision of inhabiting in dispossession. This theoretical-methodological link made it possible to observe these spaces, once rendered invisible, from a perspective that breaks with the stigmas associated with urban precariousness. Este artículo analiza cómo la etnografía feminista, entendida como una metodología situada y reflexiva, permite comprender las experiencias encarnadas del habitar de mujeres en contextos de desposesión urbana. A partir de un proceso etnográfico desarrollado en 2023 junto a un grupo de mujeres de un campamento de Temuco, Chile, se exploran las potencialidades epistemológicas y metodológicas de este enfoque para profundizar en la comprensión del habitar en espacios urbanos marcados por la desposesión e invisibilizados de la ciudad contemporánea. El artículo destaca la etnografía feminista como una metodología crítica y flexible, capaz de incorporar dimensiones emocionales e íntimas. De este modo, se patentizan los tiempos, estrategias, desafíos y aciertos del viaje metodológico, enfatizando su flexibilidad para responder a las necesidades del grupo y a la co-construcción del proceso. Los resultados evidencian distintas “capas del habitar”, revelando prácticas, emociones y significados que configuran el campamento como un espacio propio y seguro para estas mujeres. La conexión entre el concepto de desposesión —entendido tanto desde su dimensión urbano/territorial como desde su dimensión subjetiva y ontológica y desde la etnografía feminista— proporcionó una nueva perspectiva, desafiando narrativas convencionales y presentando una visión matizada y situada del habitar en desposesión. Este enlace teórico-metodológico hizo posible la observación de estos espacios, otrora invisibilizados, desde una mirada que rompe con los estigmas asociados a la precariedad urbana. Este artigo analisa como a etnografia feminista, entendida como uma metodologia situada e reflexiva, permite compreender as experiências corporificadas do habitar de mulheres em contextos de despossessão urbana. A partir de um processo etnográfico desenvolvido em 2023 junto a um grupo de mulheres de um assentamento informal em Temuco, Chile, exploram-se as potencialidades epistemológicas e metodológicas dessa abordagem para aprofundar a compreensão do habitar em espaços urbanos marcados pela despossessão e invisibilizados na cidade contemporânea. O artigo destaca a etnografia feminista como uma metodologia crítica e flexível, capaz de incorporar dimensões emocionais e íntimas. Desse modo, tornam-se evidentes os tempos, as estratégias, os desafios e os acertos da jornada metodológica, enfatizando sua flexibilidade para responder às necessidades do grupo e à construção conjunta do processo. Os resultados revelam diferentes “camadas do habitar”, evidenciando práticas, emoções e significados que configuram o assentamento informal como um espaço próprio e seguro para essas mulheres. A conexão entre o conceito de despossessão — entendido tanto em sua dimensão urbano-territorial quanto em sua dimensão subjetiva e ontológica — e a etnografia feminista proporcionou uma nova perspectiva, desafiando narrativas convencionais e apresentando uma visão matizada e situada do habitar em condições de despossessão. Essa articulação teórico-metodológica possibilitou a observação desses espaços, outrora invisibilizados, a partir de um olhar que rompe com os estigmas associados à precariedade urbana.