Affective Urbanism as Community Strengthening in the Peripheries of Gran Valparaíso, Chile
Urbanismo afectivo y fortalecimiento comunitario en las periferias del Gran Valparaíso, Chile;
Urbanismo afetivo e fortalecimento comunitário nas periferias do Grande Valparaíso, Chile
Author
Di Felice, Emanuela
Goñi Mazzitelli, Adriana
Full text
https://revistainvi.uchile.cl/index.php/INVI/article/view/7852010.5354/0718-8358.2025.78520
Abstract
The peripheries of Gran Valparaíso face accelerated informal growth in a context of environmental risks and urban fragmentation that challenge current housing policies. This article examines how affective urbanism can strengthen community organization and promote new forms of participatory planning, drawing on the case of the Reñaca Alto settlement, currently undergoing a regularization process. The research was carried out under an action-research approach, combining workshops with residents and architecture students, technical roundtables with public agencies, and semi-structured interviews. These co-production spaces enabled the development of sensitive cartographies of risks and community care practices, as well as neighborhood-scale proposals. The results show that 1:1 scale interventions and collaborative dynamics not only generate more accurate diagnoses but also consolidate community strengthening as a social infrastructure in the face of precariousness. The article concludes that affective urbanism, by articulating affects, memories, and public policies, opens a path to rethink the relationship between the State and communities in the construction of the city, offering valuable insights into current debates on Latin American peripheries. To affect and be affected thus emerges as an essential link in claiming the right to the city, to dignified habitation, and to a sustainable transformation of the territory. Las periferias del Gran Valparaíso enfrentan un acelerado crecimiento informal en un contexto de riesgos ambientales y fragmentación urbana que desafía las políticas habitacionales vigentes. A partir del caso del campamento de Reñaca Alto Sur (actualmente en proceso de radicación), este artículo examina cómo el urbanismo afectivo puede fortalecer la organización comunitaria y promover nuevas formas de planificación participativa. La investigación se desarrolla bajo un enfoque investigación-acción, combinando talleres con habitantes y estudiantes de arquitectura, mesas técnicas con organismos públicos y entrevistas semiestructuradas. Estos espacios de coproducción posibilitaron la elaboración de cartografías sensibles de riesgos y prácticas comunitarias de cuidado, así como propuestas a escala barrial. Los resultados muestran que las intervenciones a escala 1:1 y las dinámicas colaborativas no solo producen diagnósticos más precisos, sino que también consolidan el fortalecimiento comunitario como infraestructura social frente a la precariedad. Se concluye que el urbanismo afectivo, al articular afectos, memorias y políticas públicas, abre camino para repensar la relación entre el Estado y las comunidades en la construcción de la ciudad, aportando claves valiosas a los debates actuales sobre las periferias latinoamericanas. Afectar y dejarse afectar se revela, así, como vínculo imprescindible para reclamar el derecho a la ciudad, al habitar digno y a una transformación sostenible del territorio. As periferias do Grande Valparaíso enfrentam um crescimento informal acelerado em um contexto de riscos ambientais e fragmentação urbana que desafiam as políticas habitacionais vigentes. Este artigo examina como o urbanismo afetivo pode fortalecer a organização comunitária e promover novas formas de planejamento participativo, a partir do caso do assentamento Reñaca Alto Sur, atualmente em processo de regularização. A pesquisa é desenvolvida sob uma abordagem de pesquisa-ação, combinando oficinas de trabalho com moradores e estudantes de arquitetura, mesas técnicas com órgãos públicos e entrevistas semiestruturadas. Esses espaços de coprodução possibilitaram o desenvolvimento de cartografias sensíveis de riscos e práticas comunitárias de cuidado, bem como propostas em escala de bairro. Os resultados mostram que as intervenções em escala 1:1 e as dinâmicas colaborativas não só geram diagnósticos mais precisos, mas também consolidam o fortalecimento comunitário como infraestrutura social diante da precariedade. É possível concluir que o urbanismo afetivo, ao articular afetos, memórias e políticas públicas, abre um caminho para repensar a relação entre o Estado e as comunidades na construção da cidade, contribuindo com elementos valiosos para os debates atuais sobre as periferias latino-americanas. Afetar e deixar-se afetar revelam-se como um vínculo indispensável para reivindicar o direito à cidade, à habitação digna e a uma transformação sustentável do território.