From Rural Periphery to Peripheral Centralities: Rural Gentrification and Second Homes in San José de Quichinche, Ecuador
De periferia rural a centralidades periféricas: gentrificación rural y segundas residencias en San José de Quichinche, Ecuador;
Da periferia rural às centralidades periféricas: gentrificação rural e segundas residências em San José de Quichinche – Equador
Author
Barragán-Ochoa, Fernando
Morales-Granda, Marjorie
Full text
https://revistainvi.uchile.cl/index.php/INVI/article/view/7839410.5354/0718-8358.2026.78394
Abstract
This article examines the peripheralization of the countryside as a mode of mercantile urbanization in the Ecuadorian Andes, using San José de Quichinche (Otavalo) as a case study. We argue that rural gentrification is the outcome of valuation circuits in which the rise of second homes and short-term stays converge. Methodologically, we combine a review of planning instruments and municipal ordinances, diachronic and cadastral analysis, 80 household surveys and interviews with key actors, alongside geospatial analysis and triangulation of evidence. Findings show a sustained contraction of agricultural land and low-density residential expansion, rising land prices per square meter, and the emergence of enclaves with privatized access, services, and security that weaken the role of the historical center. Indirect displacement manifests through higher land and living costs, competition over water, and symbolic redefinitions of the territory. The study contributes to the analysis of rural peripheral centralities and outlines policy implications: limits on subdivision of rural land, rules for water connections and wastewater treatment, land-value capture to finance public goods, and shared responsibility of new residents. In doing so, it repositions the rural periphery as a strategic arena to rethink the right to territory and governance in Latin America. Este artículo examina la periferización del campo como una forma de urbanización mercantil en los Andes ecuatorianos, tomando a San José de Quichinche (Otavalo) como estudio de caso. Sostenemos que la gentrificación rural es el resultado de circuitos de valorización donde confluyen el auge de segundas residencias y estancias de corta duración. Metodológicamente, articulamos revisión de los instrumentos de planificación local y ordenanzas, análisis diacrónico y catastral, 80 encuestas y entrevistas a actores clave, junto con análisis geoespacial y triangulación de evidencias. Los resultados muestran reducción sostenida del suelo agrícola y expansión residencial de baja densidad, incrementos del valor del m², y la emergencia de enclaves con accesos, servicios y seguridad privatizados que relativizan el papel del casco parroquial. Los desplazamientos indirectos se expresan vía encarecimiento de suelo y costos de vida, competencia por agua y mutaciones simbólicas del territorio. El trabajo aporta en el estudio de centralidades periféricas rurales que deriva en implicaciones de política: límites al fraccionamiento en suelo rural, reglas de conexión y tratamiento de aguas, captura de plusvalías y corresponsabilidad de nuevos residentes. Con ello, reubica la periferia rural como un espacio estratégico para pensar el derecho al territorio y la gobernanza en América Latina. Este artigo examina a periferização do campo como uma forma de urbanização mercantil nos Andes equatorianos, tomando San José de Quichinche (Otavalo) como estudo de caso. Argumentamos que a gentrificação rural é o resultado de circuitos de valorização onde convergem o aumento das segundas residências e as estadias de curta duração. Metodologicamente, combinamos a revisão dos instrumentos de planejamento local e das normas municipais, a análise diacrônica e cadastral, 80 questionários domiciliares e entrevistas com atores-chave, juntamente com a análise geoespacial e a triangulação de evidências. Os resultados mostram uma redução sustentada do solo agrícola e a expansão residencial de baixa densidade, aumentos no valor do m² e o surgimento de enclaves com acessos, serviços e segurança privatizados que relativizam o papel da sede paroquial como única organizadora da centralidade. Os deslocamentos indiretos se manifestam por meio do encarecimento do solo e dos custos de vida, da competição pela água e das mutações simbólicas do território. O trabalho contribui para o estudo das centralidades rurais periféricas, o que leva a implicações políticas: limites ao loteamento do solo rural, normas de conexão e tratamento de águas, captura de mais-valias e corresponsabilidade dos novos residentes. Com isso, reposiciona a periferia rural como um espaço estratégico para refletir sobre o direito ao território e a governança na América Latina.
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