Urban Deterioration and the Production of Internal Peripheries: Symbolic Dispossession in Valparaiso’s (Chile) Heritage Sector
Deterioro urbano y producción de periferias internas: desposesión simbólica en el sector patrimonial de Valparaíso (Chile);
Deterioração urbana e produção de periferias internas: desapropriação simbólica no setor patrimonial de Valparaíso (Chile)
Author
Berroeta, Hector
Ulloa-Martínez, Jorge
Full text
https://revistainvi.uchile.cl/index.php/INVI/article/view/7861410.5354/0718-8358.2026.78614
Abstract
This study examines the role of urban deterioration in the production of internal peripheries within central heritage contexts, taking the Puerto de Valparaíso sector as a case study. Through a mixed-methods approach that combines spatially referenced interviews and on-site surveys, the research analyzes residents’ perceptions, practices, and experiences regarding deteriorated spaces. The findings show that urban deterioration cannot be understood solely as physical obsolescence, but rather as a socially produced process that articulates material, symbolic, and psychosocial dimensions. Within this framework, evidence of internal peripheralization emerges, where the sector’s geographical centrality contrasts with its functional, symbolic, and emotional exclusion. Deterioration operates as a mechanism of symbolic dispossession, generating an ambivalent experience in which identity attachment coexists with disaffection and insecurity. At the same time, horizons of re-signification emerge from community expectations of recovery and collective uses of degraded spaces. The study concludes that urban revitalization and heritage policies must incorporate residents’ subjective and psychosocial experiences, advancing toward a framework of spatial justice. Este estudio examina el papel del deterioro urbano en la producción de periferias internas en contextos centrales patrimoniales, tomando como caso el sector Puerto de Valparaíso. A través de un enfoque mixto, que combina entrevistas con referenciación espacial y encuestas aplicadas en terreno, se analizan las percepciones, prácticas y experiencias de los habitantes respecto a los espacios deteriorados. Los resultados muestran que el deterioro urbano no sólo debe entenderse como obsolescencia física, sino que también como un proceso socialmente producido que articula dimensiones materiales, simbólicas y psicosociales. En este marco, se constata la existencia de procesos de periferización interna, donde la centralidad geográfica del sector contrasta con su exclusión funcional, simbólica y emocional. El deterioro opera como un mecanismo de desposesión simbólica, generando una experiencia ambivalente en la que el apego identitario coexiste con la desafección y la inseguridad. Asimismo, emergen horizontes de resignificación a partir de las expectativas comunitarias de recuperación y usos colectivos de los espacios degradados. La investigación concluye que las políticas de revitalización urbana y patrimonialización deben incorporar las experiencias subjetivas y psicosociales de los habitantes, avanzando hacia un marco de justicia espacial. Este estudo examina o papel da deterioração urbana na produção de periferias internas em contextos centrais patrimoniais, tomando como caso de estudo o setor do Porto de Valparaíso. Por meio de uma abordagem de métodos mistos, que combina entrevistas com referência espacial e pesquisas aplicadas em campo, são analisadas as percepções, práticas e experiências dos moradores em relação aos espaços deteriorados. Os resultados evidenciam que a deterioração urbana não pode ser entendida unicamente como obsolescência física, mas sim como um processo socialmente produzido que articula dimensões materiais, simbólicas e psicossociais. Nesse contexto, é possível constatar a existência de processos de periferização interna, onde a centralidade geográfica do setor contrasta com sua exclusão funcional, simbólica e emocional. A deterioração opera como um mecanismo de desapropriação simbólica, gerando uma experiência ambivalente na qual o apego identitário coexiste com a desafeição e a insegurança. Da mesma forma, surgem horizontes de ressignificação a partir das expectativas comunitárias de recuperação e usos coletivos dos espaços degradados. A pesquisa conclui que as políticas de revitalização urbana e patrimonialização devem incorporar as experiências subjetivas e psicossociais dos moradores, avançando em direção a uma estrutura de justiça espacial.
Metadata
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